 Youth Team Substitute
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Sao Luizao and Corinthians put Brazil on WC
On his birthday he scores to goals after balls from Edilson..the other half of the all powerful COrinthians,,,,, the only WORLD CHAMPION EVER!!
Um corintiano salva o Brasil
14/11/2001
Marcado pelo calvário de vestir a camisa corintiana, acostumado a viver momentos de grande superação, o artilheiro Luizão salvou a pátria, nesta quarta-feira, em São Luís do Maranhão. Ele fez os dois primeiros gols do Brasil na goleada sobre a Venezuela por 3 a 0 e ajudou a carimbar o passaporte para a Copa de 2002, na Coréia e no Japão.
A angústia terminou. Um corintiano, caipira de Rubinéia, devolveu ao futebol brasileiro o orgulho de ser tetracampeão. Antes do pega, ele nem piscava. Todos gritavam palavras de ordem ( “vamos lá”, “precisamos marcar”, “vamos vencer com alegria”), mas Luizão estava concentrado demais para ouvir as orientações de Felipão (será que elas seriam mesmo importantes?). O jogador do Corinthians sentia o momento. A noite era dele. As contusões sofridas contra a Portuguesa (quando ficou afastado seis meses), o susto contra a Universidad Católica, pela Mercosul; e a complicada gravidez da mulher, tudo isso teria de valer à pena.
Subindo o túnel para o gramado, Luizão estava de olhar fixo na camisa dez. Na sua frente estava Rivaldo. O olhar do “matador” procurava apenas um ponto de apoio para fixar os olhos. A fronteira final era a rede do goleiro venezuelano. Nada mais importava. Sinais de mão para Edílson e Juninho Paulista. A bola rolou e Luizão enfiou-se como um bicho do mato entre os zagueiros. Parecia uma onça pintada. Por alguns momentos, tornou-se invisível. No instante mágico que Edílson enrolou-se com o beque adversário, Luizão deu o primeiro bote: driblou o goleiro e marcou 1 a 0. Feliz aniversário, ele comemorava 26 anos. Edílson, ex-companheiro de longas jornadas (por Guarani, Palmeiras e Corinthians), percebeu estar o companheiro iluminado. Abriu a brecha, o camisa 11 rolou a bola para o companheiro, como nos tempos de meninos no Brinco de Ouro, em Campinas.
Edílson falou por mimica: “Tó, faz mais um”. Obediente, o artilheiro “fuzilou” com raça: 2 a 0. O alvinegro ainda teve outras oportunidades. Estava com fome de gol. Aplaudiu como criança o terceiro gol de Rivaldo. O Brasil já estava na Copa. Graças a Luizão. Aos dez minutos da etapa final, Felipão substituiu o goleador pelo bailarino, isto é, sacou Luizão e colocou Denílson. E o estádio parou. De pé, o público maranhense aplaudiu o homem do jogo, o salvador do futebol brasileiro. Uma bandinha começou a tocar feliz aniversário para o “matador”. Primeiro, ele abraçou Felipão, depois os companheiros no banco de reservas, os membros da comissão técnica. Depois, mandou um beijo para a torcida do tamanho do Brasil. A honra da seleção brasileira estava resgatada, com amor, raça e garra.
Com a saída do homem-gol, impressionante como a objetividade da equipe brasileira sofreu um breque. Entraram os “reis” da finta e do drible. Ronaldinho Gaúcho e Marcelinho Paraíba. Mas ninguém jogou como Luizão. E olhem que a Venezuela ainda teve um jogador expulso. Edílson também saiu, para sentar-se ao lado do dono da festa. O melhor lugar do estádio, do País e do mundo era aquele. Os meninos pobres de duas regiões sofridas do Brasil (Edílson é baiano, de Salvador; Luizão, caipira de Rubinéia) acabaram com as incertezas, as dúvidas, os temores e os pesadelos de um futebol tetracampeão do mundo, encurralado pela incompetência de dirigentes e de treinadores tímidos e covardes. Afinal, o Sapão (Luizão) e o Saci (Edílson) nunca deixaram de ser crianças, moleques de pés sujos num campinho de terra, tentando imitar Garrincha e Pelé. Futebol brasileiro é isso aí, graças a Deus. E tenho dito!
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Corinthians, meu mundo e voce!
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