Ze da Fiel
11-15-2001, 03:20 AM
On his birthday he scores to goals after balls from Edilson..the other half of the all powerful COrinthians,,,,, the only WORLD CHAMPION EVER!!
Um corintiano salva o Brasil
14/11/2001
Marcado pelo calvário de vestir a camisa corintiana, acostumado a viver momentos de grande superação, o artilheiro Luizão salvou a pátria, nesta quarta-feira, em São Luís do Maranhão. Ele fez os dois primeiros gols do Brasil na goleada sobre a Venezuela por 3 a 0 e ajudou a carimbar o passaporte para a Copa de 2002, na Coréia e no Japão.
A angústia terminou. Um corintiano, caipira de Rubinéia, devolveu ao futebol brasileiro o orgulho de ser tetracampeão. Antes do pega, ele nem piscava. Todos gritavam palavras de ordem ( “vamos lá”, “precisamos marcar”, “vamos vencer com alegria”), mas Luizão estava concentrado demais para ouvir as orientações de Felipão (será que elas seriam mesmo importantes?). O jogador do Corinthians sentia o momento. A noite era dele. As contusões sofridas contra a Portuguesa (quando ficou afastado seis meses), o susto contra a Universidad Católica, pela Mercosul; e a complicada gravidez da mulher, tudo isso teria de valer à pena.
Subindo o túnel para o gramado, Luizão estava de olhar fixo na camisa dez. Na sua frente estava Rivaldo. O olhar do “matador” procurava apenas um ponto de apoio para fixar os olhos. A fronteira final era a rede do goleiro venezuelano. Nada mais importava. Sinais de mão para Edílson e Juninho Paulista. A bola rolou e Luizão enfiou-se como um bicho do mato entre os zagueiros. Parecia uma onça pintada. Por alguns momentos, tornou-se invisível. No instante mágico que Edílson enrolou-se com o beque adversário, Luizão deu o primeiro bote: driblou o goleiro e marcou 1 a 0. Feliz aniversário, ele comemorava 26 anos. Edílson, ex-companheiro de longas jornadas (por Guarani, Palmeiras e Corinthians), percebeu estar o companheiro iluminado. Abriu a brecha, o camisa 11 rolou a bola para o companheiro, como nos tempos de meninos no Brinco de Ouro, em Campinas.
Edílson falou por mimica: “Tó, faz mais um”. Obediente, o artilheiro “fuzilou” com raça: 2 a 0. O alvinegro ainda teve outras oportunidades. Estava com fome de gol. Aplaudiu como criança o terceiro gol de Rivaldo. O Brasil já estava na Copa. Graças a Luizão. Aos dez minutos da etapa final, Felipão substituiu o goleador pelo bailarino, isto é, sacou Luizão e colocou Denílson. E o estádio parou. De pé, o público maranhense aplaudiu o homem do jogo, o salvador do futebol brasileiro. Uma bandinha começou a tocar feliz aniversário para o “matador”. Primeiro, ele abraçou Felipão, depois os companheiros no banco de reservas, os membros da comissão técnica. Depois, mandou um beijo para a torcida do tamanho do Brasil. A honra da seleção brasileira estava resgatada, com amor, raça e garra.
Com a saída do homem-gol, impressionante como a objetividade da equipe brasileira sofreu um breque. Entraram os “reis” da finta e do drible. Ronaldinho Gaúcho e Marcelinho Paraíba. Mas ninguém jogou como Luizão. E olhem que a Venezuela ainda teve um jogador expulso. Edílson também saiu, para sentar-se ao lado do dono da festa. O melhor lugar do estádio, do País e do mundo era aquele. Os meninos pobres de duas regiões sofridas do Brasil (Edílson é baiano, de Salvador; Luizão, caipira de Rubinéia) acabaram com as incertezas, as dúvidas, os temores e os pesadelos de um futebol tetracampeão do mundo, encurralado pela incompetência de dirigentes e de treinadores tímidos e covardes. Afinal, o Sapão (Luizão) e o Saci (Edílson) nunca deixaram de ser crianças, moleques de pés sujos num campinho de terra, tentando imitar Garrincha e Pelé. Futebol brasileiro é isso aí, graças a Deus. E tenho dito!
Um corintiano salva o Brasil
14/11/2001
Marcado pelo calvário de vestir a camisa corintiana, acostumado a viver momentos de grande superação, o artilheiro Luizão salvou a pátria, nesta quarta-feira, em São Luís do Maranhão. Ele fez os dois primeiros gols do Brasil na goleada sobre a Venezuela por 3 a 0 e ajudou a carimbar o passaporte para a Copa de 2002, na Coréia e no Japão.
A angústia terminou. Um corintiano, caipira de Rubinéia, devolveu ao futebol brasileiro o orgulho de ser tetracampeão. Antes do pega, ele nem piscava. Todos gritavam palavras de ordem ( “vamos lá”, “precisamos marcar”, “vamos vencer com alegria”), mas Luizão estava concentrado demais para ouvir as orientações de Felipão (será que elas seriam mesmo importantes?). O jogador do Corinthians sentia o momento. A noite era dele. As contusões sofridas contra a Portuguesa (quando ficou afastado seis meses), o susto contra a Universidad Católica, pela Mercosul; e a complicada gravidez da mulher, tudo isso teria de valer à pena.
Subindo o túnel para o gramado, Luizão estava de olhar fixo na camisa dez. Na sua frente estava Rivaldo. O olhar do “matador” procurava apenas um ponto de apoio para fixar os olhos. A fronteira final era a rede do goleiro venezuelano. Nada mais importava. Sinais de mão para Edílson e Juninho Paulista. A bola rolou e Luizão enfiou-se como um bicho do mato entre os zagueiros. Parecia uma onça pintada. Por alguns momentos, tornou-se invisível. No instante mágico que Edílson enrolou-se com o beque adversário, Luizão deu o primeiro bote: driblou o goleiro e marcou 1 a 0. Feliz aniversário, ele comemorava 26 anos. Edílson, ex-companheiro de longas jornadas (por Guarani, Palmeiras e Corinthians), percebeu estar o companheiro iluminado. Abriu a brecha, o camisa 11 rolou a bola para o companheiro, como nos tempos de meninos no Brinco de Ouro, em Campinas.
Edílson falou por mimica: “Tó, faz mais um”. Obediente, o artilheiro “fuzilou” com raça: 2 a 0. O alvinegro ainda teve outras oportunidades. Estava com fome de gol. Aplaudiu como criança o terceiro gol de Rivaldo. O Brasil já estava na Copa. Graças a Luizão. Aos dez minutos da etapa final, Felipão substituiu o goleador pelo bailarino, isto é, sacou Luizão e colocou Denílson. E o estádio parou. De pé, o público maranhense aplaudiu o homem do jogo, o salvador do futebol brasileiro. Uma bandinha começou a tocar feliz aniversário para o “matador”. Primeiro, ele abraçou Felipão, depois os companheiros no banco de reservas, os membros da comissão técnica. Depois, mandou um beijo para a torcida do tamanho do Brasil. A honra da seleção brasileira estava resgatada, com amor, raça e garra.
Com a saída do homem-gol, impressionante como a objetividade da equipe brasileira sofreu um breque. Entraram os “reis” da finta e do drible. Ronaldinho Gaúcho e Marcelinho Paraíba. Mas ninguém jogou como Luizão. E olhem que a Venezuela ainda teve um jogador expulso. Edílson também saiu, para sentar-se ao lado do dono da festa. O melhor lugar do estádio, do País e do mundo era aquele. Os meninos pobres de duas regiões sofridas do Brasil (Edílson é baiano, de Salvador; Luizão, caipira de Rubinéia) acabaram com as incertezas, as dúvidas, os temores e os pesadelos de um futebol tetracampeão do mundo, encurralado pela incompetência de dirigentes e de treinadores tímidos e covardes. Afinal, o Sapão (Luizão) e o Saci (Edílson) nunca deixaram de ser crianças, moleques de pés sujos num campinho de terra, tentando imitar Garrincha e Pelé. Futebol brasileiro é isso aí, graças a Deus. E tenho dito!